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Foco Kids, Quadrinhos

Então…

 

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E aí galera! Fiz esse quadrinho pensando em um grupo do qual faço parte, chamado Foco Kids. Vários projetos bem bacanas voltados para a infância são pensados e elaborados por lá!

Quer dar uma conferida???

Então vai no https://www.facebook.com/Grupo-Foco-Kids-1777463535822923/?fref=ts

É isso!

Ah, um beijo bem gigante!

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Um pouco de tirinha, um pouco de uma história que fala de várias outras…

Há um tempo atrás, ouvi uma história intensa que me fez pensar sobre feridas abertas e muito longe de serem cicatrizadas no contexto das políticas de acolhimento para crianças e adolescentes.

Ela tinha quinze anos e se encontrava no abrigo devido à sua própria denúncia ao Conselho Tutelar. O padrasto abusava-a sexualmente desde os dez anos de idade, ameaçando-a, dizendo que, caso alguém soubesse do que ocorria entre os dois, faria o mesmo com sua irmã de sete anos. Com receio que esta passasse pela mesma situação, tentou suportar todo o sofrimento que sentia quando, depois de cinco anos, não mais conseguindo tolerá-lo, aproveitou a oportunidade que tinha de ir à escola sozinha para mudar o percurso em direção ao Conselho Tutelar.

Ao ser intimado pela justiça, em função da denúncia, não só seu padrasto, mas sua mãe ficou muito surpresa. E, para maior indignação, esta gritou não acreditar em uma palavra que dizia, pois se tratava de uma adolescente rebelde, mimada e invejosa.
Diante das circunstâncias, a falta de apoio materno e por nenhum outro parente querer abrigá-la, decidiu-se judicialmente por encaminhá-la ao serviço de acolhimento. Durante sua estadia no local, o serviço de assistência social buscou consecutivas vezes contatar sua mãe, a qual nunca tinha tempo disponível para aparecer. Prontamente, a garota rebatia tal intervenção dizendo: “Por que tanto procuram por alguém que já deixou claro que não quer ficar perto de mim?”.

Depois de alguns meses que se encontrava no abrigo, seu padrasto foi preso, o que, segundo a mesma, trouxe-lhe alívio e medo. Alívio, por saber que naquele momento ele não poderia machucá-la, e medo, por acreditar que quando o soltassem ele iria procurá-la. Entretanto, não esperava que sua mãe fosse lhe causar maiores incômodos. Assim que soube da prisão do marido, imediatamente, a última ligou para o local solicitando que pudesse falar com a filha. Em conversa, exigiu que a denúncia fosse retirada, pois seu marido não seria prejudicado por calúnias. Muito triste ao desligar o telefonema, a garota apenas disse que sua decisão estava tomada e que não voltaria atrás.

(Des)Amélia invejosa