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Resistir…

era-uma-vez

 

Era uma vez que só uma vez não era o bastante
Ela tinha que repetir e repetir : Sou gente!
Não importa se sou verde, nordeste, sul, preta,

Norte, amarela, do mundo, dos fundos ou azul… Sou gente!
Aqueles que empurram,  xingam, fingem que não veem,

Podem jogá-la ao chão enquanto lhe cospem.
Caída ao chão, ela pode tremer,

Pedir que parem enquanto percebe que não a escutam.
Aí sim, eles podem achar graça, vomitarem desprezo ensanguentado de insignificância
Mal sabem eles que para si, por si, ela pulsando em descompasso ainda vibra : Sou gente!

FiLdinha

 

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